Janeiro é o mês de prevenção do câncer de colo do útero

O câncer de colo do útero é o terceiro tipo de câncer que mais acomete a população feminina, perdendo apenas para o câncer de mama e o câncer de colo retal. Segundo o Inca – Instituto Nacional do Câncer, é a quarta causa de morte, no Brasil, provocada pelo câncer entre as mulheres. Estima-se que sejam mais de 500 mil casos no mundo e aproximadamente 20 mil novos diagnósticos por ano. Por isso, janeiro é o mês de usar o laço verde claro como forma de conscientização e alerta para a importância do diagnóstico precoce do câncer de colo de útero.

De acordo com o médico oncologista Walteilton Diniz, apesar de ser uma doença silenciosa, a mulher pode ficar atenta a alguns sinais. “Sintomas como sangramentos fora do ciclo menstrual, corrimentos de cor amarelada ou rósea e com forte odor, além de dores na região pélvica podem ser indícios da doença” afirma o especialista.

Outros aspectos também podem influenciar para o diagnóstico positivo da doença, como hábitos comportamentais (consumo excessivo de álcool, cigarro, sobrepeso), herança hereditária e relações sexuais sem preservativo, o que aumentam as chances de infecções pelo vírus HPV, principal agente causador da doença.

Ainda de acordo com o especialista, o câncer de colo de útero é uma doença de história longa, que começa com repetidas infecções, aparentemente comuns, mas que podem evoluir para quadros mais graves.

A melhor forma de prevenção da doença é a realização periódica do exame ginecológico preventivo, popularmente conhecido como papanicolau. Esse exame deve ser realizado uma vez ao ano e geralmente é indolor, podendo causar um pequeno desconforto. Com esse exame podemos de identificar a morfologia da mucosa uterina, que nos aponta possíveis anomalias com potencial de evolução para tumores malignos ou benignos”, explica Diniz.

As formas de tratamento para a doença irão depender do estádio do diagnóstico e podem alternar entre o procedimento cirúrgico, a quimio e a radioterapia. Quando descoberto em sua fase inicial, a doença tem quase totalidade de chance de cura.

Aproveite o início do ano e marque uma avaliação com a sua/seu ginecologista.

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