Laranja é a cor do laço pela conscientização sobre a Leucemia

Sintomas aparentemente comuns podem indicar o surgimento de doenças graves que precisam de tratamento imediato logo após o diagnóstico. Por isso, é preciso ficar atento aos sinais do nosso corpo. Anemias, infecções recorrentes e hemorragias podem ser indícios de doenças no sangue, como a leucemia.

Outros sintomas que não costumamos dar muita importância também podem ser sinais de alerta. Como fadiga, perda de peso, fraqueza, calafrios, suor excessivo (principalmente à noite), dores nos ossos e articulações e aparecimento repentino de manchas vermelhas na pele. A leucemia é um tipo comum de câncer e fevereiro é o mês escolhido para usar o laço na cor laranja. O objetivo é conhecer mais sobre a doença e descobrir como auxiliar um paciente com este diagnóstico.

Este tipo de câncer afeta o sangue e o sistema circulatório. Hoje, graças à tecnologia e os estudos avançados, não representa mais uma sentença de morte e pode ser curável em todos os tipos da doença. De acordo com o INCA – Instituto Nacional do Câncer – estima-se que surjam cerca de 10 mil novos casos da doença por ano, afetando ligeiramente mais os homens que as mulheres.

A leucemia pode ser classificada em dois tipos, de acordo com a velocidade da sua evolução e consequentemente, sua gravidade. São eles o tipo crônico (quando agrava-se lentamente) e o tipo agudo (quando o declínio do paciente ocorre de maneira rápida e grave). A doença também pode ser agrupada de acordo com o tipo de células que atacam. Sendo assim, existem 4 tipos principais de leucemia, sendo eles:

  • Leucemia Linfoide Crônica (LLC): Aparece frequência em pacientes com mais de 50 anos. Atacam as células linfoides e se desenvolve vagarosamente. Em alguns casos o tratamento não se faz necessário, pois a doença se caracteriza pelo desenvolvimento descontrolado dos glóbulos brancos e deixam de realizar suas funções. Porém, a produção de células saudáveis não para.
  • Leucemia Mieloide Crônica (LMC): Acomete principalmente os adultos e também se manifesta vagarosamente. Se distingue por se uma anormalidade genética, decorrente da fusão de dois cromossomos, os de número 9 e 22. Mais de 70% dos pacientes conseguem a remissão completa da doença.
  • Leucemia linfoide aguda (LLA): Sua causa é hereditária e é o tipo de câncer mais comum na infância. Acontece quando uma célula de medula óssea desenvolve erros em seu DNA e a produção de todas as células sanguíneas ficam comprometidas. O tratamento pode incluir quimioterapia ou remédios que ataquem, especificamente, as células cancerosas. O índice de cura nas crianças chega a 90%.
  • Leucemia Mieloide Aguda (LMA): Sua causa ainda não é conhecida e acomete, principalmente, pessoas com mais de 65 anos de idade. Se caracteriza pela super produção de células imaturas, chamadas de blastos. Em grande quantidade na medula óssea, elas param de realizar suas funções e bloqueiam a formação dos outros componentes sanguíneos. Hemorragias agudas são comuns neste caso. Como a doença se desenvolve rapidamente, o tratamento deve ser iniciado o quanto antes.

As causas gerais para o aparecimento das leucemias ainda não são bem definidas, mas acredita-se em uma combinação de fatores com riscos mais elevados para o desenvolvimento da doença.  Entre os fatores de risco estão o tabagismo, a exposição à radioterapia, ao raio X e ao benzeno;  ter síndrome de down ou outras doenças hereditárias como anemia aguda.

A cura da leucemia irá depender do estágio da doença na realização do diagnóstico – quanto mais cedo a descoberta, mais fácil o tratamento e maiores as chances de cura do paciente. As formas de tratamento podem ser alcançadas através do transplante de medula óssea, tratamento natural ou radioterapia (sendo as três últimas opções métodos pouco utilizados).

Inicialmente, o diagnóstico da leucemia pode se tornar um verdadeiro pesadelo para os familiares e, principalmente, para o paciente. Estreitar as relações entre os amigos e familiares é fundamental para encarar a doença de forma mais leve. Informa-se também pode ajudar não somente a sanar as dúvidas, como também, auxiliar o médico na hora de decidir a melhor forma para o tratamento.

Fique sempre atento aos sinais do seu corpo e esteja sempre em dia com a sua saúde, visitando regularmente o seu médico e realizando, com frequência, os exames de rotina.

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